Educação pelo Brasil
EDUCAÇÃO: BRASIL TEM DESAFIO DE SUPERAR DESIGUALDADES REGIONAIS
Os avanços são significativos nos últimos anos, mas ainda restam importantes desafios para o Brasil superar as desigualdades regionais no que diz respeito à Educação. Os melhores indicadores nesse segmento ainda estão nas regiões Sul e Sudeste, existindo importante caminho a percorrer nas demais regiões brasileiras.
De acordo com a “Síntese dos Indicadores Sociais – Uma análise das condições de vida da população brasileira - 2009”, do IBGE, em 2008 era de 7,4 a média de anos de estudo da população com mais de 15 anos, com diferenças regionais. No Nordeste a média era de 6,2 anos, contra a média de 8,1 anos no Sudeste.
Houve de qualquer modo um progresso nos últimos anos: no Nordeste a média evoluiu de 5,1 para 6,2 anos entre 2002 e 2008, e no Sudeste no mesmo período a evolução foi de 7,2 para 8,1 anos. De acordo com a OCDE, a média de anos de estudo é de 13,4 anos na Alemanha, 12,7 nos Estados Unidos, 12,4 na Finlândia, 11,7 na Coréia do Sul e 11,5 na Suíça.
Do mesmo modo, existem significativas desigualdades em relação à população de 18 a 24 anos de idade com 11 anos ou mais de estudo no Brasil. Em 2008 a média era de 43,8% no Sudeste, em relação aos 22% em 1998. Em seguida aparece a região Sul, com uma proporção de 37,7% em 2008, contra 20,2% em 1998. O Centro-Oeste apresentou uma proporção de 35,4%, em comparação com os 16,4% em 1998. No mesmo período as proporções subiram de 16,9% para 30,2% no Norte e de 12% para 29,2% no Nordeste. A média brasileira era de 36,8% da população de 18 a 24 anos com 11 anos ou mais de estudo, o dobro de dez anos atrás: 18,1%.
A mesma pesquisa do IBGE mostrou que entre a população de 15 a 24 anos era de 5,1% a proporção de analfabetos no Brasil, de novo com desigualdades regionais: 3,5% no Centro-Oeste, 3,6% no Sudeste, 3,9% no Sul, 5,9% no Nordeste e 6,8% no Norte. Entre a população de 25 a 39 anos, a proporção de analfabetos era de 17,9% no Brasil em 2008, com as desigualdades regionais: 12,1% no Sul, 13,1% no Sudeste, 13,8% no Centro-Oeste, 19,6% no Norte e 21,2% no Nordeste.
Em termos de analfabetismo funcional, as desigualdades persistem. A média em 2008 era de 21% da população com 15 anos ou mais no Brasil, com as diferenças regionais: 15,8% no Sudeste, 16,2% no Sul, 19,2% no Centro-Oeste, 24,2% no Norte e 31,6% no Nordeste.
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