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MINHA TERRA TEM PALMEIRAS, MINHA ESCOLA TEM CARTEIRAS

Lázaro Batista da Silva é estudante do período noturno da Escola Municipal “René Chateaubriand Domingues”, de Contagem. Aluno aplicado, presente em várias atividades da escola. E para homenageá-la produziu o texto abaixo, adaptado de “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias. Um tributo à escola, à educação, aos professores, à vida:

MINHA ESCOLA

Minha escola tem carteiras,
Professor para ensinar,
Não permita Deus que eu morra,
Sem antes me formar.

Meus colegas têm mais vida,
Os professores mais amores.
As lições que eu aprendo,
A vida não pode ensinar.

Minha escola tem sabores,
Que as cozinheiras sabem me dar.
A coisa boa da vida é poder estudar,
Mas não permita Deus que eu morra,
Sem antes me formar.
Só para lembrar, o original de Gonçalves Dias:

Canção do Exílio

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

 
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